quinta-feira, agosto 10, 2017

CRIPTA VOLUME 3


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ALMANAQUE TEX


EXEMPLAR DOADO POR RENY SIMÕES

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SEXYMAN 41


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REVISTA MUNDO DOS SUPER-HEROIS


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HENFIL


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CLÁSSICOS DO CINEMA


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MINIATURAS...


sábado, julho 29, 2017

VERÕES FELIZES


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EDIÇÃO DISPONÍVEL EM PORTUGUÊS 
em livrarias, Amazon e lojas especializadas


SAIU NOS JORNAIS...

(Publicado originalmente em 14 de abril de 1988)




 LUCA TORELLI, conhecido pela alcunha de TORPEDO
DESCRIÇÃO:
Idade: 32 anos
Altura: 1 metro e 90m centímetros
Cabelos escuros
Olhos azuis
Nacionalidade: Americana
FICHA CRIMINAL:
Arrastado pelo Departamento da Polícia de Nova Iorque, acusado de assalto a banco, falsificação de dinheiro, roubo a mão armada e vários assassinatos, além de várias contravenções. Praticamente desconhecido no Brasil, há informações de que foi visto circulando no número 1 da revista CIRCUS e mais recentemente no álbum da ORIENT EXPRESS da Martins Fontes Editora.


Nova Iorque, início do século 20. Dentre os imigrantes oriundos da Itália que desembarcaram aos milhares no porto dessa cidade americana, está o garoto Luca Torelli que, como todos os seus companheiros de viagem, chega embalado pelos sonhos de uma terra de fartura e de riqueza, deixando a miséria do outro lado do oceano.



A realidade, porém, é bem menos doce do que ele imaginara. As dificuldades, principalmente para os estrangeiros, são inúmeras! Não há empregos e, ao invés de fartura, o que existe é a pobreza para ser repartida com os parentes. Dentro deste quadro pouco alentador, o destino de Luca acaba sendo o mesmo de tantos outros meninos como ele: o submundo e a marginalidade. Nesse ambiente ele vai crescendo superando à sua maneira os problemas e, depois de cometer seu primeiro assassinato, ainda criança, torna-se um profissional destro dessa especialidade. Elegante, trajando roupas finas e bem talhadas e possuindo um certo are de detetive de romance noir, Luca, ou melhor, Torpedo, ao contrário de um Sam Spade ou de um X-9, atua do outro lado da lei. Seus métodos são os mais violentos e sórdidos possíveis, mas ele sabe que para sobreviver nesse meio é preciso ser assim, cruel e impiedoso. Inclemente com os inimigos e desleal para com seus próprios clientes.



Torpedo não poupa nem seus amigos ou esposas destes, não se deixando comover pelas lágrimas das donzelas desesperadas. Esse matador profissional é o principal personagem da série Torpedo 1936. Criada em 1981 para a revista Creepy, com roteiros do espanhol Sanches Abuli e desenhos do americano Alex Toth, que realizou apenas os dois primeiros episódios, deu à série um visual seco, simplificado, quase primário. Quem o sucede é o artista espanhol Jordi Bernet, um excelente desenhista que, inspirado pelos trabalhos de Frank Robbins, demonstra um domínio total de técnica de claro-escuro, dos enquadramentos cinematográficos e composições elaboradas. Foi com esse desenhista que Torpedo começou a fazer na Europa e se tornar conhecido pelo grande público. Sob os traços de Bernet os interessantes roteiros de Abuli ganharam a dramaticidade e o dinamismo adequados, sem deixar de lado a ironia que caracterizava a série, que é considerada uma das melhores Histórias em quadrinhos da atualidade. Os prêmios internacionais e a repercussão do personagem atestam a altíssima qualidade dos quadrinhos produzidos na Espanha no ramo gráfico, e que vem se firmando nos últimos anos como um importante centro produtor e difusor de Quadrinhos.



TOTH E BERNET, OS CÚMPLICES

Alexander Toth nasceu em New York no dia 25 de junho de 1928. Sua carreira como desenhista iniciou-se em 44 quando começou a trabalhar para a Famous Funnies Company. Em 47, passou a colaborar com diversos personagens da DC como Dr. MidNite, Atom e Green Lantern desenvolvendo essas séries um estilo preciso, que viria a influenciar vários de seus seguidores. NO ano de 1950, muda-se para a Califórnia tornando-se assistente de Warren Tufts na tira Casey Rugles. No início dos anos 50, trabalhou para várias editoras como a Standart Comics, a Lev Gleason Publications e a E.C. Ingressou nas Forças Armadas no ano de 54, servindo na base americana no Japão criando para o exército a tira Jon Fury.

Página desenhada por Toth

De retorno à vida civil em 56 ilustrou para a Western Publishing várias adaptações de filmes e programas de T.V. para os quadrinhos tais como Zorro, Time Machine e Roy Rogers. Em 64 passa a realizar cenários, figurinos e sequências de animação para vários personagens dos Estúdios Hanna-Barbera, participando ativamente na criação de super-heróis como Space Ghost, Birdman e Herculoids.

Respeitado por seu trabalho tanto no campo dos quadrinhos como na área de desenho animado, Toth é responsável pela implantação de um novo estilo de quadrinhos principalmente nas grandes editoras como a DC, para quem ilustrou Batman durante os anos sessenta e setenta. Depois de executar algumas das melhores HQs publicadas nas revistas Eerie e Creepy, cria o personagem Torpedo 1932 em parceria com Sanches Abuli, permanecendo como desenhista da série por pouquíssimo tempo.

Jordi Bernet

Jordi Bernet nasceu em 1944, em Barcelona, na Espanha e, por influência do pai, o quadrinhista Miguel Bernet, começou a atuar nos quadrinhos ainda cedo, aos quinze anos de idade. Seu primeiro trabalho foi justamente a série dona Urraca, que ele passou a desenhar depois da morte de seu criador, o pai de Jordi. Trabalhou por alguns anos mais para a Bruguera transferindo-se depois para a Bardon desenhando HQs para revistas de diversos países da Europa. Nessa agência tomou contato com seu grande mestre no uso do pincel o ilustrador Macabich.


Em 68 passa a colaborar com a famosa revista belga Spirou ilustrando a série Dan Lacombe, roteirizada por Miguel Cussó, com quem desenha alguns episódios de Paul Foran. Durante a década de 70, além das HQs editadas pela Spirou desenvolve outras duas, Watt-69 para a revista Pip e Andrax criada para a Primo, ambas publicações editadas na Alemanha. Em 82 começa a publicar nas revistas espanholas primeiro a série Torpedo 1936 para a Creepy e Sarvan com roteiros de Antonio Segura para a Cimoc.


Com o mesmo roteirista cria a série Kraken para a revista Metropol. Considerado um dos mais talentosos desenhistas de quadrinhos espanhóis da atualidade, Bernet recebeu o prêmio de melhor desenhista do Club Amigos de la Historieta no ano de 1983.

Texto de Nobuyoshi Chinen

Álbuns para download disponíveis aqui:



ANTES DE WATCHMEN #3


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SEXYMAN #39 (38 NA CAPA)


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LENDAS DO CAVALEIRO DAS TREVAS


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BIRTHRIGHT #13


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CURSO PRÁTICO DE DESENHO


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MARTIN MYSTERE


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FANZINES


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sábado, julho 22, 2017

PROIBIDO PARA MENORES


SEXYMAN #38
Editora Noblet

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A OPÇÃO É SUA...


Muito obrigado a todos os que 
colaboraram com a campanha.

DYLAN DOG #11


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MAD RECORD #21


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TURMA DA MÔNICA


SAIBA MAIS 42

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CURSO BÁSICO DE DESENHO - ROTEIROS


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BIRTHRIGHT #12


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BATMAN CONEXÃO ESCÓCIA


Letras de PC Castilho

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ALMANAQUE SOBRENATURAL #1


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SAIU NOS JORNAIS


(Publicado originalmente em 25 de agosto de 1995)

HUGO PRATT 
CONHECEU DE PERTO A 
MATÉRIA-PRIMA DOS SONHOS

Desenhista italiano, que morreu domingo na Suíça, foi a 
mais forte influência das HQs contemporâneas e viveu como 
seu personagem, o marinheiro Corto Maltese

Jotabê Medeiros


Com duas linhas ele fazia um mar e ainda colocava um barco nele. O nome era Hugo Pratt e nasceu em Rimini, terra de Fellini, “quase por acaso”, como ele costumava dizer. Na verdade, considerava-se mais veneziano, como o pai e a mãe, porque a essência de sua alma aventureira vinha dali, daqueles canais que mostraram as saídas para o mundo a Marco Polo.


Pratt morreu no domingo, em Lausanne, na Suíça, aos 68 anos, com um tumor no estômago. Foi o último dos grandes desenhistas românticos, para quem os quadrinhos eram uma porta aberta para mundos de aventura, traição, florestas insidiosas e mares desconhecidos. Como Edgar Rice Burroughs, ele acreditava que podia penetrar pessoalmente em seus mundos paralelos e conhecer de perto a matéria-prima dos sonhos. Viveu na Argentina, Etiópia, França, Venezuela, Inglaterra, nos EUA, na Itália, esteve no Nordeste fazendo uma reportagem para o Corriere dela Sera sobre Lampião, correu a selva amazônica e jurava ter tido uma filha com uma índia xavante a quem visitava esporadicamente.


O Brasil foi uma obsessão maior do que se pensa. Passou semanas na casa de um pai-de-santo em Salvador, fascinado que era pelo misticismo. Lembrava apenas o sobrenome do “sacerdote”: Dias dos Santos. Correu os rios do Pará em canoas precárias e foi encontrar perdido no meio de uma floresta em Mato Grosso os escritor John dos Passos e sua bela filha. Passos escrevia um artigo para um jornal dos Estados Unidos.


Mas, mais que a Ásia, mais que as Américas, o que me fascinava era a Oceania”, escreveu depois no seu livro-diário. Eu Tinha um Encontro Marcado (Avevo um Appuntamento), lançado em 1994 na Itália pela editora Socrates. “Talvez porque os povos daquelas regiões tinham o aspecto mais diferente, mais preocupante de todos.”


ÍDOLO – O personagem central da obra de Hugo Pratt, o marinheiro Corto Maltese, surgiu em 1967 na história A Balada do Mar Salgado. Era um legítimo remanescente de uma geração de gentlemen e heróis e fez o autor ser comparado a Jack London e Joseph Conrad. Ele próprio chegou a interpretar um velho marujo em Sangue Ruim (Mauvais Sang), filme de Leos Carax, derradeiro sinal de que havia algo de muito próximo entre ele e sua obra. Como Maltese, era irrequieto, curioso, vagabundo, imprevisível e místico.


Guido Crepax, o pai de Valentina, não titubeou quando a pergunta era sobre quem ele achava o maior de todos os cartunistas. “Pratt, Hugo Pratt”, respondeu rápido. No outro extremo estilístico dos comics, Frank Miller, o autor americano de O Cavaleiro das Trevas, também foi fulminante: o nome do homem-chave é Pratt. E, pensando como eles, Milo Manara (que foi seu aluno), Woody Allen, François Mitterand, Joe Kubert, Fontanarrosa, Caloi e Vittorio Giardino, que disse que Pratt equivalia a Mozart no mundo dos quadrinhos.


Não valeria a pena citar Umberto Eco, porque ele tem epígrafes para todos os grandes autores de HQs, de Lee Falk a Quino. Mas a frase é irresistível: “Quando quero relaxar leio Engels, quando quero viajar leio Corto Maltese”, disse Eco. Muito apropriado, já que o marinheiro moreno, filho de uma prostituta espanhola e um marujo inglês, tem sido ao longo de quase 30 anos uma espécie de alter ego de todos os homens com sede do desconhecido.


Corto Maltese foi editado em 12 línguas, virou nome de uma revista italiana e ganhou uma Palma de Ouro em Cannes como cartum, mas Pratt nunca quis que se tornasse um filme, nem mesmo quando foi aclamado com a primeira exposição de HQs que o Grand Palais de Paris permitiu ser realizada em suas dependências, em 1986. Não é o único personagem de Pratt. Ele criou também o Sargento Kirk (1967) e o correspondente de guerra Ernie Pike lá pelos anos 50, época em que estava “exilado” em Buenos Aires com um belo time de artistas italianos.


Hugo Pratt chegou a tramar a morte de seu personagem. Não a morte, mas o desaparecimento, dizia. Maltese sumiria durante a Guerra Civil espanhola, nos anos 30, e depois seria alcançado apenas por relatos que falariam de sua velhice no Chile, “triste e desiludido”, segundo o próprio Pratt.


Não fizeram as devidas honras ao velho Pratt, essa é a verdade. A Legião Estrangeira deveria dar salvas de tiros para o céu, a bandeira italiana deveria estar hasteada a meio-pau em todos os postos mais avançados perto das florestas e desertos.


A sorte é que Veneza já anunciou que vai fazer uma grande exposição de seus desenhos e esboços em outubro. “Pratt entendeu o aspecto anárquico de Veneza”, diz o prefeito da cidade, Massimo Cacciari. “Porque Veneza inteira é dissonante, é uma grande contradição.”



ELE ERA UM MESTRE 
EM CRIAR DESENHOS SIMPLES

Seus personagens atraem leitores de todo tipo e revelam 
a marca de um grande artista

Joe Kubert
(Especial para o Estado)


Conheci Hugo Pratt há uns 20 anos, quando fui convidado pela primeira vez a participar do extinto salão internacional de quadrinhos de Lucca, na Itália. Naquela época eu nem tinha conhecimento de seus fantásticos trabalhos. Ele era um dos artistas convidados, como eu. Só que eu estava perdido, sem saber o que fazer, me sentindo desconfortável por saber que os organizadores tinham gastado dinheiro para eu não fazer nada.



Foi quando cruzei na rua com um sujeito baixo, de pele escura, olhos negros brilhantes e aparência extremamente forte, apesar da pouca altura. Ele se apresentou como Hugo Pratt e se disse admirador do meu trabalho. Minha estada na Itália foi maravilhosa a partir de então. E quando fui ao seu estúdio, seu trabalho praticamente me nocauteou. Era de perder a respiração.


Desde então sempre mantivemos contato e eu passei a respeitar com tenuamente seu trabalho. A morte de Hugo Pratt marca o fim de uma determinada qualidade de quadrinhos que durante décadas se manteve na Europa. O que mais impressionava em sua obra era a combinação de sua arte maravilhosa e da dramaticidade de sua narrativa. Além disso, ele foi o primeiro autor que conheci que se dedicava realmente a fazer pesquisas e buscar referências para suas histórias, de modo a torná-las críveis, aceitáveis.


Isto é a coisa mais maravilhosa sobre ser cartunista. Quando um homem como Hugo Pratt morre, seu trabalho permanece. Os jovens continuarão podendo apreciar suas maravilhosas histórias e desenhos. Lembro que na Itália, mais de uma vez, ficamos sentados até de madrugada em bares enquanto ele tocava violão para um monte de gente que se reunia ao redor. Ele sempre foi um grande contador de histórias.


Pratt era um mestre em criar ilustrações simples, que à primeira vista pareciam fáceis. Mas era uma simplicidade que despistava o leitor menos atento. Seus personagens eram capazes de estabelecer a comunicação com vários níveis de leitores. E, de forma universal, o que, aliás, é a marca de todo grande artista.

Além disso, era um grande contador de histórias. O que mais admiro em um roteirista é a capacidade de dar ritmo à narrativa.


No trabalho de Pratt – tanto arte quanto roteiro -, cada linha tinha uma razão de ser. Talvez por isso Corto Maltese fosse tão popular e prestigiado. Conheci Hugo Pratt e posso dizer que ele era, pessoalmente, parte Corto Maltese. Ou Corto tinha algo dele.