sexta-feira, janeiro 16, 2015

AL WILLIAMSON ARCHIVES




AL WILLIAMSON ARCHIVES
Volume 1

 INTRODUÇÃO
por Angelo Torres
 

A história da vida de Al Williamson e de sua incrível carreira já foi bem documentada em artigos e livros descrevendo sua arte e em tributos feitos por seus pares, amigos e associados.

Há pouca coisa que alguém possa acrescentar à esse respeito. O que resta são recordações pessoais de uma amizade que começou há cerca de 50 anos atrás e continua até hoje.

 A história de sua infância crescendo na América do Sul, sua volta aos Estados unidos com sua mãe com a idade de 12 anos e os desenvolvimento de suas habilidades como artista, permitindo a ele começar sua carreira profissional com 17 anos, é bem conhecida por todos aqueles que acompanharam e apreciaram seu trabalho. Para todos aqueles que o conhecem pessoalmente, Al Williamson é um dos mais respeitados e amados artistas na história da indústria dos quadrinhos.

Poucos anos atrás,enquanto ele ainda vivia no norte da Pennsylvania, dirigi até sua casa para ver Al e sua esposa, Cori. Após o jantar nos retiramos para o estúdio e passamos noite adentro falando daqueles primeiros anos.

Al e eu nos conhecemos na primavera de 1954 e nossa duradoura amizade começou nesse dia. Fazia um ano que eu estava fora do serviço militar e começando meu segundo ano na escola de cartunistas e ilustradores. Ele já estava firmemente estabelecido como um jovem ilustrador fantástico e talentoso de ficção científica da EC Comics. Logo percebemos que tínhamos muito em comum. Ambos crescemos na América Latina, ele em
Bogotá e eu em Porto Rico. Ambos falávamos espanhol e crescemos lendo Paquin e Pif Paf, duas revistas de quadrinhos publicada no México. As diversões de domingo eram importadas de lá e publicadas em espanhol mais os excitantes quadrinhos do tempo de guerra que vinham dos EUA, eram nossa literatura juvenil. Também falávamos de filmes quando, tempos depois, os assistíamos juntos e especialmente os seriados que tiveram uma tremenda influência em seu trabalho.

Nossa amizade continuou a crescer nas semanas e meses por vir. Tornei-me um visitante frequente do estúdio de Al no Brooklyn e um dia ele me perguntou se eu gostaria de trabalhar em algumas de suas páginas. Trabalhar de verdade numa história de ficção científica da EC? Nem é preciso dizer que fiquei boquiaberto. No início eu não fiz muita coisa mesmo mas era uma boa desculpa para manter a companhia. Foi só quando fizemos
The Arena para a EC com os fundos incríveis de Roy Krenkel que me senti assistente de verdade de Al num trabalho. Era uma alegria trabalhar com ele e passar o tempo com ele uma diversão.

 O ano seguinte começou o que Al chamou de a era das trevas dos quadrinhos. Com a demissão da EC, ele foi trabalhar para Stan Lee na Timely. Larguei a escola e fiz o mesmo. Em 1957 eles também pararam de publicar onde então eu tomei um rumo diferente. Al continuou com Stan, produzindo uma tremenda quantidade de trabalho na maioria westerns enquanto eu tentava algo nas revistas de humor. Nós ainda demos um jeito de trabalharmos juntos em diversas tarefas durante esse período e ,é claro ,ainda nos
frequentávamos longe da prancheta de trabalho. Viagens à praia, filmes na rua 42 em Manhattan, cafés e garotas no Greenwich Village nos mantinha ocupados.

Em 1960 me mudei para Pennsylvania e Al foi trabalhar com John Prentice  em Rip Kirby. Quando Prentice mudou suas operações para o México. Al foi com ele e enviavam a tira de lá.  Eu o veria de novo dois anos depois quando ele voltou e se estabeleceu mais ao norte do estado, não muito longe de onde eu vivia. Iríamos trabalhar juntos de novo mas dessa vez era um Al trabalhador e totalmente focado e disciplinado. Ele dizia que trabalhar com John Prentice tinha feito isso com ele. Senti que trabalhar na velha tira de Alex Raymond também tinha sido o motivo. O que vi então foi um incrível e talentoso artista ´perto do ápice de sua habilidade e transbordando de confiança com relação ao seu trabalho. Depois de Rip Kirby ele faria X-9, Star Wars e finalmente a tira que ele nasceu para desenhar, Flash Gordon. Ele tinha alcançado um nível de excelência que poucos nesse negócio alcançaram e criou um conjunto de obras para futuras gerações desfrutarem.

(Tradução de Rogério Ferreira)

MÁGICO VENTO #40


MÁGICO VENTO 40
Mythos Editora

terça-feira, janeiro 13, 2015

CREEPY - NOVA FASE


(em espanhol)





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